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OLDbutGOLD: And then There Were None (1945)

domingo, 11 de março de 2012
A história se ambienta em uma ilha deserta chamada "Ilha do Negro", na costa de Devon. Narrada na terceira pessoa, o enredo mostra a convivência de 10 pessoas em uma grande casa situada na ilha e convocadas uma a uma através de cartas por motivos distintos entre si (mas sobre a mesmo assinatura, do Senhor Owen). Depois de um jantar (sem a presença ilustre do nosso anfitrião) na primeira noite, os 10 participantes começam a ser vítimas de misteriosos assassinatos que acontecem de acordo com um antigo poema infantil. Isolados na ilha, os sobreviventes vão tentar descobrir o mistério por trás das mortes e constatar que não há ninguém na ilha além deles.
"Ten Little Niggers" é um livro de investigação ficcional escrito por Agatha Christie e publicado em 6 de novembro de 1939 pela Collins Crime Club. Também é conhecido como "O Caso dos 10 Negrinhos" aqui no Brasil. O livro é considerado um clássico da autora e tem renome internacional, ganhando diversas versões cinematográficas e filmes para a TV. Uma delas, a mais famosa, é o nosso OLDbutGOLD. Lançado no ano de 1945, o filme ainda é em preto-e-branco (mas não se apavore, já é falado).
Como nós realmente adoramos o filme/livro, não vamos liberar muito do Plot (até porque o interessante dela é todo o mistério). Ou seja, o resumo do filme vai parar na segunda morte para atiçar a curiosidade de todo mundo.


Declarada como "a melhor versão cinematográfica", o filme começa quando oito dos dez personagens estão na lancha a caminho da Ilha. Ao chegarem, são recebidos pelo o Sr. e Sra. Rogers (Richard Haydn e Queenie Leonard, respectivamente) e levados ao seus quartos. Apesar de terem sido contratados (por uma carta), o casal de empregados não sabe quando os seus patrões vão aparecer na Ilha devido a um atraso no trem de Londres. Com a notícia, os convidados se postam a mesa para jantar. É então que a história realmente começa.
Durante o jantar, o Sr. Rogers foi instruído (pela carta que ele recebeu, assim como todos os outros) de colocar um disco de vinil para tocar no gramofone. Sem saber do conteúdo, o obedece e é surpreendido. A voz no gramofone entrega ser do Sr. Owen, que acusa os dez personagens de determinados crimes cometidos a algum tempo atrás. Perplexos, os visitantes ouvem as acusações e logo acusam a misteriosa voz de difamação. 
Sem apetite, eles se voltam pra sala de visitas e tentam entender o que acabou de acontecer. Nove dos dez personagens (durante a acusação, a Sra. Rogers passa mal e desmaia diante do acontecido) estão na sala tentando tentando achar um elo que os ligam, eliminando o fato de que são realmente culpados de suas acusações. Durante a investigação, uma das personagens percebe um curioso fato: em todos os quartos há, emoldurado, uma cópia de um antigo poema infantil (que é o que dá nome ao livro). No poema, é narrado como 10 índios vão desaparecendo um a um.


Um dos personagens é Prince Starloff (Mischa Auer), um cantor. Levando tudo na brincadeira e no mais incrível carisma, Starloff confirma que é culpado do que aconteceu e como foi que aconteceu. Então se põe a tocar no piano o tal poema, dando uma pausa para tomar seu uísque. É então que o novo Vingador Invisível (nome do filme aqui no Brasil) faz a sua primeira vítima. Achando que tudo não passa de uma brincadeira de mal gosto, os personagens checam o cantor e vêem que ele está realmente morto. Ao cheirarem o tal uísque que ele tinha acabado de tomar, comprovam que ali foi colocado veneno.
No mesmo instante, Sr Rogers entra em cena avisando que sua esposa estava mal e questiona ao Dr. Armstrong (Walter Huston) se ele pode dar algo para que ela possa ir dormir. De volta a cozinha, é percebido que um dos dez índios ("nigers" em português é "índio". Mas no Brasil o personagem é trocado por "negrinhos", alterando o título e o nome da ilha) foi retirado da mini-escultura de gesso no centro da mesa de jantar. Assustados e curiosos em descobrir o que está acontecendo, todos vão dormir.
A segunda vítima é a Sra. Rogers, que não acorda de seu sono pela manhã acontecendo exatamente como é narrado no poema: Nove negrinhos sem dormir (...) Um deles cai no sono, e então ficaram oito. É então que os outros oito personagens começam a ficar preocupados com os assassinatos: dois em apenas uma noite. E em meio a tanta bagunça os outros oito sobreviventes tentam desvendar o mistério enquanto estão ilhados completamente sozinhos na Ilha do Negro. Porém, é irrevogável: um a um os nossos personagens vão sendo assassinados.
Como o filme é uma adaptação cinematográfica de um livro, é de se esperar que ele sofra alterações para chegar as telas. As primeiras mudanças não são tão significantes, como trocar a acusação de dois personagens porque naquela época os valores eram outros e o público não ia aceitar por ser rígido. Mas sem dúvida a mudança mais gigantesca (e que chega a dar raiva em quem leu o livro) é o final do filme.
Em "And then There Where None", os produtores e roteiristas adulteram o fim e dão um "e viveram feliz para sempre" bem no estilo hollywoodiano, enquanto o livro não deixa uma só alma viva (então quem é o nosso Vingador Invisível? É ler pra saber!). A adulteração é repetida na quase-cópia-aka-plágio "And then There Were None", segunda versão (sim, de mesmo nome) mais famosa do filme lançada em 1974.
No elenco (além dos 4 personagens já citados) também conta com: Barry Fitzgerald (como Juíz Quincannon), Louis Hayward (Philip Lombard), June Duprez (Vera Claythorne), Roland Young (Detetive William Blore), C. Aubrey Auer (General Mandrake) e Judith Anderson (Emily Brent).
Agora o melhor de tudo? Simplesmente não achou pra baixar? Ou vem falar com com a gente. Ou você pode ver que o clássico está disponível na íntegra no YouTube liberado pela Openflix (em áudio original e sem legendas, vale lembrar). Aproveitem!



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OLDbutGOLD: A Clockwork Orange (1971)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Ambientada na Inglaterra de um futuro distante e desconhecido, "A Clockwork Orange" traz a conturbada história do jovem Alexander DeLarge (interpretado por Malcolm McDowell), que depois de "acidentalmente" ter matado a vítima do seu roubo, é dito como assassino e sentenciado a 14 anos de prisão. Porém, dois anos depois, em uma tentativa de se livrar da prisão, ele se submete a ser cobaia para um tratamento que muda sua vida.
"Laranja Mecânica", como chamado no Brasil, é um filme britânico de 1971 baseado em um romance homônimo de mesmo nome escrito em 1962 por Anthony Burgess. A produção se tornou um clássico do cinema e um dos filmes mais influentes de Kubrick, além de ter sido nomeado para diversas premiações e ter o título de 37º  na lista da revista Empire dos "500 Melhores Filmes de Todos Os Tempos".


O início do filme é iniciado por Alex narrando sobre o tipo de leite comercializado na Leiteria Korova, que, ao ser finalizado, mostra Alex e seus 3 "droogs" (russo para amigo) passeando pelas ruas de Londres, batendo em um sem-teto, caçando briga com uma outra gang, assaltando a casa de um escritor e (Alex) estuprando a sua mulher (do escritor) enquanto cantarolava "Singin' In the Rain". E além de violento e estuprador, Alex também se mostra irreverente, abusivo e "mal-criado", mentindo constantemente para seus pais.
Toda a produção mostra cenas de ultraviolência e estupro praticada por Alex e sua gang, sendo narrada em primeiro pessoa (tanto do plural como do singular) em "Nadsat", um tipo de linguagem que mistura o inglês e russo. E para quem vê a primeira vez, pode apresentar certas dificuldades no entendimento tanto da linguagem, quando do enredo. Mas basicamente, tudo é muito simples. Veja só.
Em uma de suas "aventuras" com deus droogs, Alex assalta a casa de uma outra mulher e durante o assalto, acaba matando a sua vítima (no qual só vem saber depois). Depois do ato, Alex tenta fugir, mas é acertado por uma garrafa de leite em uma retaliação feita por um de seus droogs, que ficou furioso por seu "mestre" ter cortado a parte superior de sua mão quando foi questionado de sua supremacia. Tal ato, permite que a policia capture e prenda Alex por roubo e assassinato.
Sentenciado em 14 anos de prisão, Alex é liberado em seus segundo ano de prisão por se submeter a ser cobaia do Tratamento Ludovico, que foi desenvolvido pelo governo para acabar com a violência. O tratamento consiste na sedação do voluntário a um soro, enquanto assiste a pequenos filmes de extrema violência. Se dado certo, o paciente passa a responder aos atos de forma repulsiva. Além de torna-lo incapaz de produzir qualquer ato de violência, acidentalmente é também vetado de ouvir a 9ª Sinfonia de Beethoven, sua peça preferida.


Curado, Alex é posto de volta à sociedade. Mas ao voltar pra casa se depara com seus pais com um "novo filho", que acaba causando a sua saída. Deprimido, começa a rondar por Londres procurando uma resposta pra o que fará a seguir e acaba se encontrando com a sua vítima do início do filme, que junto aos seus amigos sem-teto, batem em Alex. Sendo ajudado pela polícia, o jovem vê que dois de seus amigos agora são policiais e ao reconhecerem Alex, promovem um acerto de contas, levando-o para o meio do mato e quase matando-o afogado.
Procurando ajuda pelo recente afogamento, DeLarge não percebe e acaba voltando para a casa do escrito que anos atrás assaltou e estuprou sua mulher. Sem reconhece-lo como o estuprador (apenas como "a vítima do tratamento Ludovico"), o escritor o abriga e lhe oferece um banho. Durante esse mesmo banho, Alex cantarola "Singin' In the Rain", o que causa o reconhecimento de Alex pelo escritor. 
Em uma falsa ação de ajuda na recuperação de Alex, o escritor (junto a dois amigos e seu enfermeiro) descobre que a mente de Alex rejeita a Sinfonia de Beethoven e consequentemente causa uma necessidade de cometer suicídio. Oferecendo-lhe vinho, Alex é drogado e preso dentro de um quarto no segundo andar de uma casa onde é obrigado a ouvir a Sinfonia. Numa tentativa de suicídio, Alex se joga da janela e acaba sobrevivendo. O escritor e sua equipe são acusados de causarem a tentativa de suicídio de Alex e são presos.


Acordado em uma sala de hospital, Alex fica a par dos recentes acontecimentos. E recebe o pedido de desculpas do Estados, após receber uma visita do Ministro do Interior que também propões uma parceria política com o jovem rapaz, oferecendo-lhe um bom emprego e salário se ele ajudar na eleição do partido conservador. O filme é acabado com Alex narrando que "Definitivamente, estava curado" e uma fantasia que mostra ele transando com uma mulher na neve, estando rodeado de cavalheiros e damas e o último movimento da Sinfonia tocando ao fundo.
O filme realmente se tornou um clássico e o preferido entre muitos ao redor do mundo. Foi tão bem elogiado que recebeu diversas indicações para o Oscar (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição) e para o Globo de Ouro (Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator de Drama para Malcolm McDowell) em 1972 e para o BAFTA (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora) em 1973.
"A Clockwork Orange" teve uma produção total de 2,3 milhões de dólares e uma resposta que ultrapassa os 26 milhões de dólares arrecadados.


Eu queria aproveitar dessa postagem e agradecer especialmente o @_reisYuri, por ter me indicado esse filme algumas semanas atrás. Como prometido por mim, foi baixado e visto. Como bônus, se tornou uma das indicações do blog no OLDbutGOLD para todos que lerem e se interessarem, assistirem. Fica registrado, então, que a postagem é a minha surpresa e uma homenagem ao Yuri e a indicação dada. 





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OLDbutGOLD: Funny Girl (1968)

domingo, 4 de dezembro de 2011
"Funny Girl" conta a história da atrapalhada comediante Fanny Brice desde de sua vida na Lower East Side (NYC) até alcançar o sucesso estrelando as produções do grande Florenz Ziegfeld, como o espetáculo Ziegfeld Follies, e o seu a sua vida conturbada com o primeiro marido/grande amor, Nick Arnstein.
"Uma Garota Genial" (como foi traduzido no Brasil) é um filme de 1968 e o primeiro estrelado pela cantora e atriz Barbra Streisand. O filme foi inspirado em um musical da Broadway de mesmo nome que contava a história real de Fanny Brice (29 de outubro de 1891 - 29 de maio de 1951), uma comediante, cantora e atriz nova-iorquina.


O filme é um dos primeiros que eu assisti e realmente me apaixonei. Na verdade, eu acabei vendo ele "sem querer". Em um dos episódios da primeira temporada de Glee, Rachel (Lea Michele) canta uma música chamada "Funny Girl", que é um dos principais números musicais do filme (que eu só descobri depois de ver) e por coincidência do destino, algumas semanas depois o filme passa na Sky e fui ver se tinha alguma semelhança. Coincidentemente, sim. Como peguei pouco em cima do meio, baixei o filme e o assisti do início ao fim. Depois fui assistindo várias e várias vezes até que já passa da 6ª vez.
"I'd Rather Be Blue Over You"
é o quinto número musical
do filme, e tem início em uma
atrapalhada cena sobre patins.
Se alguém já viu algum filme da Barbra Streisand, sabe como ela é talentosa. Se alguém já a ouviu cantar, sabe como a voz dela é melodiosa. Se alguém já viu ela atuar e cantar ao mesmo tempo, sabe como a junção é perfeita. Com "Funny Girl" a coisa não é diferente.
O clássico é realmente muito bem feito e resultou em um jargão utilizado em diversos lugares como referência do filme. "Hello, gorgeous" é a primeira frase utilizada pela atriz no filme, que dá inicio à personagem Fanny Brice relembrando toda a sua vida desde a sua primeira audição até em como nunca viu um espetáculo seu das fileiras do teatro.
As trapalhadas de Fanny em um show sobre patins a levam aconhecer Arnstein, seu futuro-marido, que a ajuda a conseguir um papel no show de Ziegfeld como uma grávida cantando "His Love Makes Me Beautiful". Mais uma trapalhada planejada e Brice fica famosa nos palcos da Broadway. Na mesma medida que sua fama aumenta, ela vai se envolvendo com Arnstein, no qual acaba se casando e tendo uma filha.
Barbra Streisand imortaliza outras duas músicas, além de "Funny Girl", escritas para o filme: "Don't Rain On My Parade" é a mais conhecida entre todas e "My Man" fecha o incrível show de Fanny Brice.
Barbra fez tanto sucesso no papel da comediante-musical nova-iorquina que o filme ganhou uma sequência em 1975. "Funny Lady" mostra a história de Brice com seu segundo marido, o empresário Billy Rose. Esse filme eu ainda não vi, mas assim que ver eu venho aqui falar.
"Funny Girl" ocupa o 16º lugar na lista da AFI (American Film Institute) de "Os 25 Maiores Musicais do Cinema", além de ter vencendo um Óscar e um Globo de Ouro em 1969, ambos na categoria de "Melhor Atriz" e um Prêmio David di Donatello em "Melhor Atriz Estrangeira".


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Os clássicos da minha vida

Para quem não sabe, eu sou um garoto com alguns gostos "diferentes" pra alguém da minha idade (16 anos). Tenho uma grande paixão pelo o cinema antigo. Absolutamente adoro filmes em preto-e-branco ainda, sépia, em cor desbotada e etc. 
Para você ter uma noção, um dos filmes mais antigos que eu já vi foi lançado em 1922. Filmes antigos me encantam e toda as suas genialidades e produções por trás da tela. Marilyn Monroe, Barbra Streisand, Judy Garland, Audrey Hepburn e Elizabeth Taylor são apenas alguns dos grandes nomes que eu já tive a oportunidade de ver um filme.
Sendo assim, decidi criar uma nova "área" para o blog. "OLDbutGOLD" vai ser sobre os filmes antigos que eu já vi e que indicaria para qualquer um de vocês assistirem. A tag vão vir sempre aos domingos, em um horário que eu ainda não decidi. Cada postagem vai contar com um filme diferente de uma atriz/ator diferente. Claro que vai ocorrer de uma atriz/ator repetir várias vezes com vários de seus filmes. Afinal de contas, eu tenho os meu preferidos né?
O primeiro post acontece ainda hoje e quem vai abrir é um dos nomes que eu citei ali em cima. Fiquem atentos, porque eu absolutamente amo o filme e a atriz.

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