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Storytelling + Wut I Have 2 Say: Christina Aguilera - Lotus (2012)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012
"To the sky, I rise. Spread my wings and fly.
I leave the past behing, and say goodbye to the scared child inside.
I sing for freedom, and for love.
I look at my reflection, embrace the woman I've become.
The unbreakable Lotus in me, I now set free."

Christina Aguilera sempre foi uma cantora de lançar álbuns onde a essência sempre tem um sentido pessoal, mesmo que não seja compreendido pelos outros. Quando lançou seu primeiro álbum, que levava seu nome, em 1999, Aguilera estava se apresentando ao mundo e dizendo que estava vindo pra ficar. Já no segundo, "Stripped", Christina estava se despindo para o mundo mostrando um eu vulnerável, sensível e cheio de sentimentos presos dentro de si prontos para por pra fora. Enquanto isso, em "Back to Basics", o terceiro álbum, Aguilera se dividia entre o passado e o presente e se rendia cantando em R&B puro, casa musical que deu moradia a diversas de suas inspirações musicais, como Etta James. A grande questão estava no quarto álbum, "Bionic". Recentemente Christina andou falando do álbum dizendo que "Bionic" está a frente de sua época e daqui a alguns anos será apreciado de outra forma. O álbum marcou o início de sua caída, que junto a outras coisas ("Burlesque", divórcio, The Voice, etc.) ajudaram a construir seu quinto álbum, lançado dia 13/nov, mais de dois anos após o "Bionic".
"Lotus", utilizando as próprias palavras de Aguilera, é o seu "renascimento depois de tudo que aconteceu nos últimos anos", tendo a flor Lótus como o tema escolhido para dar vida ao seu novo projeto. Bonita, indestrutível e tendo como casa o pântano, a flor traz exatamente o que Christina quer mostrar ao mundo: que mesmo após tudo, ela continua firme e forte, exatamente (ou até mais) como anos atrás.
Além de representar o seu renascimento, o álbum também é uma espécie de "álbum tributo". Para aqueles que vieram acompanhando as notícias, ou já ouviram o álbum, verão que "Lotus" possui diversas músicas que nos fazem lembrar os outros álbuns. Todos os outros 4 estão aqui presentes, seja em letra, em essência, em ritmo/instrumental, ou em tudo junto. Além, é claro, das próprias faixas.
Sendo construído desde o segundo semestre do ano passado, o quinto álbum de Aguilera reúne diversos grandes produtores e compositores como Alex Da Kid (que assina a produção de 7 da 17 faixas do álbum), Shelback, Max Martin, Claude Kelly e Sia, e novos como Candice Pillay.
Atualmente o álbum, que começa a escalar os charts,  já tem o lançamento oficial em andamento em versões físicas e digitais (Standart e Deluxe, tanto em Clean como Explicit), além de uma Edição Fã-Colecionador (em versão física-digital).

LOTUS INTRO
Regida em eletrônica, auto-tune e sem o sample de “Midnight City” do M83 (que estava apenas na versão demo), a intro de "Lotus" começa de forma lenta, com varias Christinas cantando ao fundo, como que num coral, e vai aumentando sua velocidade, enquanto no fundo, o que parece um grito de guerra tribal. A introdução nos mostra a essência do álbum, nos diz do que se trata, e o que podemos esperar dali para frente. E não desaponta, é harmônica e envolve como uma musica normal. Soa como um belo mantra. “Songbird, rebirth, unearth creature. Submerge from hurt, pain, broken pieces. Emergency, heartbeat increases. Rise up lotus, rise, this is the beginning”. Com uma clara referencia a seu primeiro sucesso, "Reflection", no qual diz que quer se encontrar, descobrir quem é, agora ela reforça que se encontrou, que sabe quem é e gosta do que encontrou. A tranqüilidade que transparece na musica remete a uma conversa consigo, como se apenas falasse em voz alta. Mas com firmeza, com certeza do que diz. Mesmo que em seus pensamentos. É o momento do renascimento de Christina, renascimento vindo da dor, o renascimento da voz, o nervosismo do recomeço, mas a vontade de recomeçar. É só o começo, e dá a certeza de que o fim não está perto.

ARMY OF ME
Dando abertura para as faixas mais dançantes, em “Army of Me” Christina admite a dor que sentiu e que sente, que foi despedaçada, mas que supera, e que cada um desses pedaços se transforma em mais uma de si, e que a cada pedaço que se quebra, na verdade é mais um pedaço de si que lhe trará mais e mais forcas.  Desde o início dada como a “Fighter 2.0” para a nova geração de fighters (nome dado aos fãs da cantora) que estão surgindo, a faixa traz sintetizadores e um instrumental que remete muito as dance club da década de 80 enquanto Christina Aguilera invoca sua armada única de “milhares de faces” com uma batida midtempo que diz “we're gonna rise up for every time you break me” e que no final diz se divertir com tudo, "com certeza tem um gosto doce".

RED HOT KINDA LOVE
Com uma batida divertida, brincalhona e deliciosa, cheia de segundas e terceiras intenções, Christina levanta o refrão “oh baby. I'm burning up, you got that red hot kinda love” entre “laa, laa, la-la-la”, comprovando que o album não é feito apenas de musicas sobre superação, preocupações. Composta por Christina, Lucas Seacon (que ficou por conta da produção) e Olivia Waithe, a música possui samples de “The Whole World Ain’t Nothing But a Party” (de Mark Radice) e  “54-46 Was My Number” (de Toots and the Maytals) e traz semelhanças com "Get Mine, Get Yours", do álbum "Stripped", apesar de ter seu ar retro como sua seqüência.

MAKE THE WORLD MOVE (FEAT. CEELO GREEN)
Impossível dizer que Make the World Move não tem tudo a ver com as musicas de Cee-Lo, mas tampouco pode-se dizer que Christina não tem nada a ver com isso. Clamando por humanidade, amor e positividade, incitando a fazer o mundo girar com todo esse amor e espantar a negatividade com certa pressa, “Make the World Move” foi uma das primeiras faixas confirmadas e é produzida por Alex da Kid. Atacando em um estilo mais dance, contém influências atuais e mais retros em uma batida quebrada com trompetes ao fundo e CeeLo Green emprestando sua voz em alguns versos do refrão enquanto Christina relembra um pouco da era "Back to Basics".

YOUR BODY
Inicialmente chamada de "Love Your Body" (em sua versão Clean), a quinta faixa do álbum é o carro-chefe do novo projeto. A música foi lançada oficialmente no dia 17 de setembro, estando pronta desde o final do ano passado, e chegou a alcançar o #3 no iTunes americano. Sendo uma dance-pop construída em mid-tempo e R&B contemporâneo, regada de eletronic e traços de dubstep, foi composta por Max Martin, Savan Kotecha e Tiffany Amber, sendo produzida por Shellback e Martin. É uma das músicas mais agitadas do álbum, onde Aguilera brinca com o significado de "love your body" enquanto impõe sua voz em uma batida leve e divertida. De acordo com a cantora, o unico motivo que levou ela a gravar uma música como "Your Body" foi por causa da liberdade proporcionada por Max em brincar e usar mais a sua voz, o que, consequentemente, levou o não uso do autotune na edição da música.


LET THERE BE LOVE
Sendo a música já feita diretamente para as pistas, “Let There Be Love” é a sexta faixa do álbum e a segunda musica (e última) escrita e produzida por Max Martin e Shellback (que estavam trabalhando junto em "Your Body"). A faixa mais club dancing de todo o álbum é regida pelos famosos sintetizadores de Max Martin em um refrão que fala “let there be, let there be love, here in the, here in the dark” com crescentes e decrescentes tons de instrumentais.
SING FOR ME
Dita como a nova “Beautiful” para a nova geração de fighters, “Sing for Me” é a música que Christina escolheu para dedicar diretamente e unicamente para seus fãs. Composta por Aguilera, Aeon “Step” Manahan (que ficou na produção) e Ginny Blarmore, Christina mostra sua vulnerabilidade tão presente no álbum “Stripped” no que é a primeira balada do álbum “Lotus”. Sozinha no quarto, tudo o que queria era ser ouvida. Não tendo quem a ouvisse, transforma seu desabafo, suas lagrimas e sua magoa em musica, e canta para si, tendo percebido que desde que você se escute, desde que você goste de si mesmo, é ser livre. Uma canção simples, crua, como a balada que a segue, com a intenção de focar no que Christina tem de melhor: sua voz. Enquanto a música passa, a voz de Christina soa como uma batalha contra sua garganta se espalhando pelo ar e ganhando vida. “‘Cause when I open my mouth, my whole heart comes out. Every tear I wanna cry is satisfied”. Ao final da balada, se espera um suspiro aliviado, que não vem. Há mais pela frente. 

BLANK PAGE
Christina sabe que há dor e ressentimento na tão esperada colaboração com Sia Furler (que já escreveu outras 5 baladas para Christina para o “Bionic” e a trilha sonora de “Burlesque”). Se os fãs sentiram falta de Linda Perry (que vinha participando de composição desde o “Stripped”), Sia definitivamente preenche o buraco com a balada em piano de melodia pessoal e tocante em um refrão que diz "Draw me a smile, and save me tonight. I am a blank page waiting for you to bring me to life", uma tentativa de reconciliação para um antigo amor.

CEASE FIRE
Se em “Army of Me”, Christina invocava uma armada de uma única pessoa, em “Cease Fire”, que dá fim temporários às baladas em um instrumental mais obscuro, a cantora faz uma apologia militar ainda maior em uma faixa regida por instrumentais militares e letra convocativa e cheia de personalidade em que Christina usa para pedir que cessem fogo, abaixem as armas e parem. "Baby, cease fire, throw down your weapons. I'm in your side, so, please, cease fire".

AROUND THE WORLD
“Around the World”, escrita por Aguilera, Dwayne Chin-Quee, Jason Gilbert (também na produção) e Ali Tamposi, é uma faixa que brinca e dificulta o que em “Your Body” foi dado com mais facilidade ao gritar que tudo o que quer é "love your body". Christina acaba colocando na letra o famoso "voulez-vous coucher avec moi, ce soir?" presente no single “Lady Marmalade” em um fundo com tambores e uma letra mais sassy de amor internacional onde “all around the world we're making love”.

CIRCLES
Se o tom totalmente brincalhão e divertido de “Red Hot Kinda Love” não tinha sido suficiente, Aguilera volta com sua criação própria em parceria com Alexander Grant e Candice Pillay. “Circles” (a unica faixa do álbum liberada em Explicit) manda uma mensagem muito clara para todos os haters e negativistas mandando todos eles irem tomar naquele lugar logo no primeiro verso. “Spin around in circles on my middle finger, won't you round and round and sit on my middle finger, motherf*cker”.

BEST OF ME
A terceira balada, “Best of Me”, traz Christina mais uma vez se recusando a se rebaixar as outros enquanto canta que não vão tirar o melhor dela em, mais uma vez, tambores no instrumental. Vulnerabilidade exala como se estiv toplada em sua voz nesta canção. Soa como se estivesse lendo seu diário com melodia e ritmo. ”So you're cold,  made of ice.  Heart of stone,  born to fight.  But I cry,  I still cry.  Are you happy,  to know I'm unhappy alone?  Take your shot,  I'm wide open”. Para aqueles que trabalham no sentido de “Best of Me”, a letra da música se apresenta com uma sinceridade bruta que mostra sua evolução, pegando tudo que a derrubou, se recompondo e tomando como uma lição, de olhar para cima apesar de tudo e por causa de tudo até o fim.  Tão frágil, vulnerável e entregue como se estivesse nua, ainda chora. E se prepara para ressurgir, mesmo da queda mais forte, como antes, invicta. Defensora de si mesma. “Heartbroken and beaten. Knocked down and mistreated, I will rise undefeated. I will not let you bring me down. Now the pain is deleted, and I will never repeat it, I will rise and defeat it. I will not let you bring me down”.

JUST A FOOL (WITH BLAKE SHELTON)
Na considerada por muitos a melhor musica do álbum, mesmo sem divulgação ou garantias de que virá a ser single, Christina Aguilera e Blake Shelton (que no início do ano falava para todos que queria ouvir que ainda faria Christina cantar country e que seria ao lado dele) pisam em um território onde há dor e saudade, tentando convencer a si próprios de que é melhor do jeito que esta, em vão. Surpreendentemente, a voz pop de Christina consegue casar com a voz country grave de Blake, que sabe onde sua voz pode alcançar e onde pode apenas deixar Christina continuar sozinha. Sem medo de parecer tolos perante a situação em que se encontram, permanecem na tentativa de achar maneiras de amenizar a aflição, as feridas, ou de pelo menos não se torturar com tais lembranças, realizando que essas maneiras não existem. “I'm just a fool for holding on to something that is never ever gonna come back. I can't accept that it's lost. I should have let it go, held my tongue. Can't fight the motion, cause now everything's so wrong. I'm thrown. I’m just a fool, a fool for you”. E então, enchem seus pulmões e gritar com todo o fôlego que ainda existe a dor que sentem como se estivesse tudo errado e incompleto. Em "Best of Me" vulnerabilidade não falta e em "Just a Fool" ela transborda, inunda o estúdio e invade onde quer que o ouvinte esteja, enchendo-o tanto quanto. “I had my heart set on you, but nothing else hurts like you do. Who know that love was so cruel? And I waited and waited so long for someone who never comes home. It's my fault to think you'll be true. I'm just a fool”.
É com essa crueza, sinceridade exacerbada, vulnerabilidade e poder de superação que Christina Aguilera nos apresenta seu renascimento depois de uma fase negra em sua carreira e em sua vida em um contexto geral. Lotus nos dá uma visão diretamente de seus olhos, por meio de vocais poderosíssimos como poucos conseguem alcançar, e por baladas tão frágeis quanto belas. Mas ao invés de parar onde está, Aguilera segue por outro caminho. Levanta, toma tudo o que lhe foi atirado, todas as pedras, tomates e escárnios e os usa para tecer a celebração de não só um novo recomeço, como a celebração de tudo o que passou ate hoje, o que claramente não inclui apenas dias bons. Celebra a recente descoberta de quem realmente é e o que isso significa. Celebra o amor de todas as maneiras: no seu estado puro, no sexo, na dor. Abraça aquilo que é, o que sempre foi e o que moldou com o tempo e com as situações. Defende-se de uma guerra inútil e desnecessária, com a nobreza de implorar para que a mesma acabe. "Lotus" traz tudo isso, marcando o renascimento. A flor inquebrável agora está mais forte e mais determinada do que jamais esteve, pronta para o que está por vir e mostrar que tudo no passado só a fortaleceu.

“And now the Lotus rises
We are never dying
Forever flying
And always surviving”



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Wut I Have 2 Say: Maroon 5 - Overexposed (2012)

terça-feira, 26 de junho de 2012
Liderado por Adam Levine, Maroon 5 é um grupo de pop rock que nasceu na Califórnia sobre o nome de "Kara's Rowers", ganhando o atual nome apenas em 2002. Hoje, o grupo formado por Adam, Jesse Carmichael, James Valentine e Matt Flynn, é um dos mais famosos do cenário musical. Seja por suas músicas, por suas performance ou pela a sensualidade do vocalista, Maroon 5 vem arrecadando 3 Grammy, um álbum #1 e e dois singles #1. O mais novo trabalho da banda se chama "Overexposed", que tem o seu lançamento acontecendo hoje (26/06).
O quarto álbum tem a produção assinada por diversos produtores, inclusive Max Martin (que já trabalhou ao lado de Britney, 'N Sync, Robyn e Ace of Base), Benny Blanco (por trás dos hits "Circus", "Hot 'n Cold", "Dynamite" e "Tik Tok"), o próprio Adam Levine e Ryan Tedder (compositor e vocalista do OneRepublic), tendo uma mistura de gêneros como o próprio pop rock, pop, dance-pop, disco e synthpop. 
Com 12 músicas e pouco mais de 42 minutos, o álbum é lançado sobre o selo A&M/Octone (parte da Universal Music Group) e já teve, até então, dois singles (sendo um, ainda fora dos charts).
Sobre o álbum, Adam deixou claro para todos os fãs:
"Overexposed" é definitivamente o nosso álbum mais diverso e mais pop até agora. Nós nos divertimos bastante gravando. Não posso esperar para que nossos fans ouçam, assim como em sair pela estrada e tocar para todos no final desse ano.
Para a crítica especializada, o "Overexposed" ficou no meio do muro. De acordo com a Metacritic (site que compila as críticas), são 51% de críticas favoráveis. Enquanto alguns dão as 5 estrelas para o projeto (como por exemplo o Artist Direct), outros ficam no muro (a BBC Music e o Entertainment Weekly) e outros dão apenas duas estrelas (como o The Independent).

# ONE MORE NIGHT
Produzida por Max Martin e Shellback, e escrita por ambos ao lado de Adam e Savan Kotecha (que trabalhou com Justin Bieber, One Direction, Britney Spears, Carrie Underwood, Enrique Iglesias e Usher), a primeira faixa do "Overexposed" é, de longe, uma das melhores e mais divertidas faixas do álbum. "One More Night" é, também, o segundo single do Maroon 5 e foi lançada no dia 19 de Junho (porém, ainda não ingressou nos charts). Tem cerca de 3 minutos e 40 segundos e é baseada em pop, reggae e funk rock.

# PAYPHONE (FEAT. WIZ KHALIFA)
"Payphone" é o carro-chefe do novo trabalho. O single, que tem participação do rapper Wiz Khalifa, foi escrita por Adam, Benjamin Levin (nome de batismo de Benny Blanco), Ammar Malik (co-compositor de "Moves Like Jagger" e do hit do Gym Class Heroes "Stereo Hearts") e Cameron Thomaz (nome de batismo de Wiz Khalifa). Enquanto isso, a produção ficou por conta mais uma vez de Shellback, adicionando Benny e Robopop.  "Payphone" não chegou a ser #1 em solo americano, no entanto foi #2 na Billboard Hot 200. A música também conta com uma versão sem a participação de Wiz e teve sua premiere no "The Voice", reality show onde o líder Levine é um dos coachs.

# DAYLIGHT
Em "Daylight", a terceira faixa do álbum, Levine canta sobre a última noite que ele terá com a sua amada. "Essa é a nossa última noite, mas já está tarde e eu estou tentando não dormir porque eu sei que quando eu acordar, estará na hora de ir". Com um refrão que repete em mais de 50% da música e um pós-refrão sem letras, a faixa tem quase 4 minutos e foi escrita e produzida por Martin e Adam. 

# LUCKY STRIKE
Estamos em uma faixa de pop-rock e "funk-strike strut" (como diz a Entertainment Weekly). "Lucky Strike" é uma dessas músicas agitadinhas que te fazem mexer e com um breakdown feito por uma espécie de dubstep. Quem ficou por conta da composição e da produção (que tem, mais uma vez, aquele "whoa-oh-oh-oh") foram Max Martin e Noel Zancanella, tendo a ajuda a Levine na composição.

# THE MAN WHO NEVER LIED
Em "The Man Who Never Lied", Adam Levine conta a história de um homem que nunca mentiu (vide o nome da música) e que eventualmente acabou quebrando a sua "política" em meio a situação sofrida com a parceira ("Mas eu simplesmente não poderia quebrar o seu coração como você fez com o meu ontem"). Cheio de "oh" e no meio da Hollywood Boulevard (uma das mais famosas ruas de Hollywood), o homem que nunca mentiu teve sua história contada por Levine, Sweetwesty (co-produtor e co-compositor dos álbuns "Whoa, Nelly" e "Folklore", de Nelly Furtado) e Marius Moga (produtor e compositor Romeno), sendo produzido por Levine, Sweetwesty e Mailbox.

# LOVE SOMEBODY
Em um meio ao sentimento vazio sentido por uma moça, "Love Somebody" tenta animar por um momento de delírio de felicidade em excesso onde Adam Levine fala que quer dançar durante toda a noite, amar alguém, pensar nela todos os dias, e que não sabe por onde começar por estar um pouco perdido. A faixa é a sexta do álbum e foi composta pelo vocalista, Tedder, Zancanella e Nathaniel Motte (um dos vocalistas do duo 3OH!3), produzida por Tedder e Zancanella.

# LADYKILLER
A menor faixa de todo o álbum é composta por incontáveis "uuh, uh-uuuh, uh". "Ladykiller" é um monstro canibal que come suas vítimas vivas, uma sabotadora e peçonhenta cobra. Quem escreveu essa música foi o guitarrista do Maroon 5, James Valentine, e o baixista Michael Madden. A produção musical ficou por conta de James, Mailbox e Sam Farrar (conhecido por seus trabalhos como o baixo da banda de Rock n' Roll Phantom Planet).

# FORTUNE TELLER
"Fortune Teller" é a oitava música do álbum. A faixa foi produzida por Mailbox, Valentine e Farrar, sendo escrita por Valentine, Madden e Levine. A letra fala sobre ninguém conseguir adivinhar o que o outro está pensando sem que ele o fale, sobre como as pessoas pensam diferente e agem diferente. Nenhum de nós somos um leitor de cartas.

# SAD
Com 3 minutos e 15 segundos, "Sad" foi escrita pelos parceiros de banda Levine e Valentine, tendo Mailbox mais uma vez no meio dos dois para a produção musical da faixa. O personagem da música é um homem que começou a revisar a sua vida e se pergunta se ele fez tudo aquilo que gostaria de ter feito, e que ao se encontrar com a verdade se encontra terrivelmente amedrontado.

# TICKETS
"Tickets" volta com as músicas animadas depois da dragging-you-down "Sad". A faixa foi escrita e produzida pela a mesma bancada de "Fortune Teller", com excssão de Valentine na produção. Em "Tickets", Levine canta sobre uma garota esnobe que fica por aí dizendo e se vangloriando de tudo o que conseguiu, distribuindo tickets para o seu próprio show. 


# DOIN' DIRTY
Composta por Levine e Shellback e produzida por Shellback, "Doin' Dirty" já é a nossa penúltima música do álbum. Alternando entre versos safados, um uivo humano de um lobo e uma batidinha que imita os hits dancefloors, a faixa contem muitas partes de duplos sentidos (como por exemplo "Eu vou te acender quando eu entrar" e "Você está brilhando como um neon").


# BEAUTIFUL GOODBYE
A última faixa do "Overexposed" é "Beautiful Goodbye" (escolhida por coincidência?). Escrita por Levine, Levin e Malik, a música fala sobre um cara que desapontou uma mulher inúmeras vezes, um cara que está arrependido por tudo e constantemente está lembrando dela. Descrita como uma "balada rítmica", "Beautiful Goodbye" foi produzida pela bancada de composição ao lado do DJ Kyriakides e Matthew Rappold.


São 42 minutos de uma coisa mixa. Faixas que você não aguenta ouvir até o final, faixas que você deixa no repeat por toda a noite, e incontáveis irritantes "oh", "uh" e "whoa". Não ouso dizer que este é o melhor álbum do Maroon 5 (até porque acredito que isso seja uma mentira), mas me atrevo dizer que algumas faixas conseguem ser melhores que algumas outras. O que temos que esperar agora é pra ver a resposta do público e se vai ser igual ou diferente da crítica especializada. Vamos ver se o frenezi por "Moves Like Jagger" (que está na versão Deluxe do álbum, aliás) vai ajudar a surtir algum efeito e fazer o álbum estrear em #1 na Billboard Hot 100.






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Wut I Have 2 Say: Justin Bieber - Believe (2012)

segunda-feira, 18 de junho de 2012
O garoto cresceu. Quem acompanha a carreira de Justin Bieber desde 2009 quando o adolescente lançou seu debut single "One Time", consegue ver o avanço que ele deu na sua carreira (seja musicalmente ou pessoalmente). No entanto, Bieber é um dos artistas mais amados e odiados do mundo. Seja por sua voz ou seja por suas atitudes, o garoto veio atiçando sentimentos diferentes entre as pessoas do mundo. Há quem diga que ele é talentoso, dedicado e um cantor de primeira, mas também há quem diga que ele é homossexual e não possui nenhum talento além de uma voz irritante.
Desde que seu primeiro álbum (que está mais para um EP) "My World" foi lançado, Justin vem procurando levar seu trabalho a outros parâmetros. Foi então que em "My World 2.0", em 2010, o cantor mostra um pouco que sabe reppar e traz um som ligeiramente diferente (bastante tímido). Já em seu primeiro álbum natalino, "Under the Mistletoe", lançado em 2011, Bieber evolui musicalmente e começa a amadurecer de uma forma bem visível. Percebe-se um cantor com uma voz diferente (mais "masculina", se preferir) e um som mais "evoluído".
É assim que chegamos em seu novo trabalho. "Believe" é o terceiro álbum do cantor teen, que é mentorado por Usher. O canadense de 18 anos teve mixas críticas do lado profissional. De acordo com o Metacritic (site norte-americano que faz compilações de reviews), 66% da crítica especializada ovaciona "Believe". Entre os que ovacionam estão a Entertainment Weekly (que avalia bastante a evolução) e a Rolling Stones (que nota a voz profunda e as batidas encontradas no álbum). Enquanto isso, o The New York Times fala sobre a dificuldade de Justin se estabelecer em um estilo de música, balançando tontamente entre o R&B e a Pop Music.
"Believe" foi lançado oficialmente hoje, dia 18, em solo americano e no dia 15 em alguns países da Europa.

# ALL AROUND THE WORLD (FEAT. LUDACRIS)
Quem não lembra de "Baby", do "My World 2.0"? O grande hit de Bieber tinha a participação de Ludacris. Isso quer dizer que "All Around the World", o próximo single, também vai ser um hit? Talvez. Talvez não. A música é inteiramente diferente do que era "Baby", principalmente por ser uma música de batida e sintetizadores carregados. A faixa que abre o novo trabalho, foi escrita por Justin Bieber, Nasri (ganhador de Grammy que já trabalhou com artistas como David Guetta, Cheryl Cole e Chris Brown), Adam Messinger (Kris Allen, Chris Brown e JoJo), Nolan Lambroza e Ludacris, produzida também por Ludacris, Nasri e Noolan.

# BOYFRIEND
A faixa mais famosa de "Believe" é "Boyfriend". Muitos ao redor do mundo dizem que a música traz Justin Bieber em uma espécie de alter-ego influenciado por Justin Timberlake. Escrita por Justin e Mike Posner (cantor e produtor que já trabalhou ao lado de Cher Lloyd, Lil Wayne, Bruno Mars e 3OH!3) e produzida por Posner, "Boyfriend" é uma música em R&B, pop e hip hop. Foi a partir daí que o jovem cantor foi comparado ao antigo membro da extinta 'N Sync. O carro-chefe não foi #1 (a não ser no Canandian Hot 100), mas foi #2 na Billboard Hot 200. O music video foi liberado no dia 3 de maio e teve sua produção modificada devido a problemas com a direção, mudando inteiramente o conceito do clipe. 

# AS LONG AS YOU LOVE ME (FEAT. BIG SEAN) 
Produzida  e escrita principalmente por Darkchild (ele trabalhou com grandes nomes como Michael Jackson, Whitney Houston e as Spice Girls, além de Lady Gaga, The Pussycat Dolls, Katy Perry, Kanye West e Lindsey Lohan), "As Long As You Love Me" tem participação do rapper Big Sean. A música, que tem mais sintetizadores, foi lançada antes do álbum como forma de promoção, assim como outras 4 faixas do álbum. Com quase 4 minutos, a música é construida mais uma vez na dance e na pop music, deixando pra trás o R&B presente na faixa anterior.

# CATCHING FEELINGS
Então deixamos para trás a dancefloor e entramos na nossa primeira baladinha. Justin Bieber volta a cantar estilos de músicas que o consagrou (e muito presentes nos "My World") com "Catching Feelings". Quem escreveu a música foi Justin e j.Que (que já trabalhou para Usher, Britney Spears, Jennifer Lopez, Ciara e Beyoncé) e quem a produziu foi j.Que e o grupo de produtores The Pentagon. A letra fala de um garoto apaixonado por sua melhor amiga, "Nós éramos melhores amigos desde pequenos, então porque eu fico nervoso toda vez que você passa?".

# TAKE YOU
Voltamos um pouco para a pista de dança. Assim como entrega o nome, "Take You" traz Justin Bieber pedindo que a garota seja sua. Temos mais uma vez Justin na composição junto a muitos outros, enquanto a produção fica por conta dos grupos soFLY e Nius. 

# RIGHT HERE (FEAT. DRAKE)
"Right Here" traz um ritmo e instrumentais que lembram bastante os anos 80, principalmente pelo o início e o barulho do vinil arranhado. Quem canta ao lado de Bieber é o famoso cantor Drake, que empresta a sua voz para a faixa com deliciosos versos. Produzida por Hit-Boy (que já produziu para Lil Wayne, Eminem Kanye West e Jay-Z), foi escrita pelo o cantor, Hit-Boy e Drake.

# FALL
A sétima música do "Believe" se chama "Fall", escrita pelo próprio. Nela, voltamos mais uma vez ao antigo Justin Bieber, cantando músicas mais old-Bieber do que new-Bieber. Com pouco mais de 4 minutos, a história da faixa fala sobre uma garota que teve seu coração altamente ferido e que tem medo de amar por isso, e um garoto que tenta ajudar ela a deixar o medo de lado e simplesmente e entregar (mais uma vez) ao amor. Metaforando à um vôo de um pássaro, Justin canta "Mas você não pode voar até que se permita. Você não pode voar até que se permita, então cai".

# DIE IN YOUR ARMS
Escrita por Darkchild, Travis Sayles (Kelly Rowland, Avant, Souja Boy e Ashanti), Berry Gordy (produtor e fundador da Motown Record Label), Freddie Perry (por trás de, por exemplo, "I Will Survive") e Deke Richard (que produziu inúmeros hits para os Jackson 5). "Die Your Arms" tem samples de "We've Got a Good Thing Going", de Michael Jackson, com o instrumental formado por batidas de hip-hop, o estalar de dedos e piano.

# THOUGHT OF YOU
Já estamos próximo da reta final. "Thought of You" é uma música bem agitadinha (não agitada de "feita para a pista de danca", vale lembrar) e deliciosa. Quem escreveu essa faixa foi Bieber ao lado de Ariel Rechtshaid (é ele que está por trás do hit do Plain White T's, "Hey There Delilah") e Thomas Pentz, tendo a produção do famoso (e mais rico) DJ do mundo, Diplo (Thomas Pentz, no nome de batismo). 

# BEAUTY AND A BEAT (FEAT. NICKI MINAJ)
"Beauty and a Beat" é escrita (e produzida) pelo famoso Max Martin (com uma lista imensa, presente nomes como o de Britney Spears, Kelly Clarkson, Usher, P!nk, Katy Perry e Robyn), além de Zedd (produtor focado no Dubstep, Progressive house e Complextro), Savan Kotecha (que tem Usher, One Direction, Britney Spears, Enrique Iglesias e Carrie Underwood no seu currículo) e a própria Nicki Minaj, que faz participação na faixa. Com quase 4 minutos de duração, a faixa apela pra Pop music e para uma batida divertida e agitada (o que me lembrou um pouco "Where Them Girls At" pela "diversão" da faixa).

# ONE LOVE
"One Love" é mais uma balada do "Believe". A décima primeira música (e ante-penúltima) foi escrita pelo próprio cantor em parceria a Brandon Green, que também ficou por conta (sozinho) da produção. A letra fala sobre Justin Bieber saber o que quer e precisar do seu amor ao seu lado. "Porque tudo que eu preciso é um amor, um amor, um coração. Baby, dê para mim porque eu não quero nada mais quando eu tenho o seu corpo.".
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# BE ALRIGHT
A penúltima música do "Believe" é mais uma baladinha, dessa vez praticamente em voz e violão. Bieber volta mais uma vez na composição e também para a produção. Em "Be Alright", a letra fala que "Eu amo você, tudo vai ficar bem. Através de sua tristeza, através das lutas, não se preocupe porque tudo vai ficar bem".

# BELIEVE
A faixa-título é a escolhida para fechar o álbum. Com cerca de 3 minutos e 45 segundos, "Believe" é mais uma baladinha, escrita mais uma vez por Justin Bieber e Adam Messinger, tendo a produção por Nasri e Messinger. A música poderia muito bem ser um agradecimento as pessoas que ajudaram Justin a chegar onde ele está agora, pelo o verso "Não importa quantas vezes eu tenha batido no chão, você sabia que um dia eu estaria de pé". Justin, junto a um coral, canta que tudo é possível se você acreditar. Que tudo pode acontecer se você acreditar.

De fato, Justin Bieber evoluiu na sua música, na sua voz, nas suas composições. Tanto que criou um álbum maior do que o que foram os "My World" e algo bom (ou melhor) que "Under the Mistletoe", que funcionou como uma espécie de bridge para o cantor. O que falta saber é se Bieber vai optar pelo R&B, pela dancefloor ou por ser old-me. Ou pelos os três, como ele fez no "Believe".

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Wut I Have 2 Say: Cheryl - A Million Lights (2012)

Cheryl Cole é uma das mais famosas cantoras em solo europeu. A queridinha britânica é do tipo "me ame ou me odeie" e por isso reune uma legião de haters e uma outra de Soldiers (nome dado aos seus fãs). O nome de Cole já se relacionou a muitas polêmicas (algumas explicadas no nosso Especial) e sempre chama a atenção dos olhares curiosos. Agora, a "polêmica" é o seu mais novo trabalho.
O seu terceiro álbum se chama "A Million Lights", vindo dois anos depois do "Messy Little Raindrops". Para o novo trabalho, ela preparou toda uma nova era. Para começar, seu nome artístico passou a ser apenas Cheryl, além de uma mudança notável no estilo, tendo muito dance-pop (músicas para a dancefloor). E, é claro, a adição de uma dúzia dançarinos, dança, uma franja e muito color blocking.
Nesse álbum, que se tornou um dos mais esperados para o ano de 2012 depois de tudo que Cheryl passou (estavam todos fervorosos para saber qual seria o resultado de tanta frustração e raiva), temos Alex da Kid, Calvin Harris, will.i.am, Agent X e até Taio Cruz na produção. Enquanto na composição temos mais uma vez Alex, Calvin e Taio, além da própria cantora e também Lana Del Rey. E antes, durante e depois que o projeto foi lançado, a britânica arrecadou notáveis marcas:
1- O álbum foi o mais vendido na Pré-Venda do site Amazon, ultrapassando as pré-vendagens do "Believe", novo álbum de Justin Bieber;
2- "Lights", apesar do nosso atual mundo digital, não vazou antes da hora. E mesmo tendo seu lançamento físico antes do digital, todos os fãs que adquiram o álbum por um dos dois meios, se recusaram a vaza-lo como uma forma de respeito ao trabalho de Cheryl. Acabou de o álbum só caiu na internet para free download (o famoso download ilegal) cerca de 45 minutos depois que ele foi disponibilizado na iTunes Ireland, no dia 15.
3- Em apenas 1h, "A Million Lights (Deluxe Edition)" se tornou #2 na iTunes Ireland, enquanto o "A Million Lights" (em versão normal) chegou a #12, enquanto no iTunes UK a versão Deluxe debutou em #1 e a standart em #10
"A Million Lights" teve, por parte da crítica profissional, notas/avaliações/estrelas bem diversas e foi lançado pelo o selo Polydor Records/Fascination Records, subsidiária da Universal Music Group, no dia 15 junho na Irlanda e chegou ao Reino Unido no dia 18.

# UNDER THE SUN
Produzida por Alex Da Kid (conhecido por trabalhos com Kardinal Offishiall, Eminem, Rihanna, Nicki Minaj, Dr Drew e Skylar Grey) e escrita também por ele ao lado de Cheryl, "Under the Sun" é a primeira música do álbum e está na batalha para se tornar o segundo single. A faixa se destaca por ser a única música fofinha e bonitinha, tendo uma pegada bem "o tipo de canção que Colbie Caillat ou Natasha Bedingfield cantariam" (na verdade, cheguei a pensar em um clipe parecido com "Unwritten"). É instântaneo: você ouve e imagina algo parecido com um music video todo bonitinho e cheio de sorrisos e Cheryl em uma roupa bem boneca de porcelana em uma casinha de boneca junto a um coral. Ou você imagina isso, ou você imagina algo parecido a primeira performance da música, que foi ao ar ontem no T4 Special, no Channel 4.


# CALL MY NAME
"Call My Name" foi produzida e escrita por Calvin Harris (o grande DJ por trás de "We Found Love", da Rihanna). O carro-chefe do "A Million Lights" foi liberado na rádio no dia 2 de maio e apenas lançada oficialmente no dia 10 de junho, debutando em #1 em todo o solo europeu (estando, ainda, em #1 em diversos iTunes ao redor da Europa) e tornou-se a música de 2012 mais rápida ir para o topo das paradas. O vídeo para a música, que tem muita coreografia, foi lançado junto a liberação para as rádio e já conta com mais de 8 milhões de visualizações. Tendo um feedback positivo da maioria da crítica especializada, "Call My Name" é construída inteiramente na Dance-pop e na House (ligado à eletrônica) e tem como B-Sides "Make You Go" (presente na versão box Super Deluxe) e "Telescope" (presente na versão Deluxe). 

Cheryl performou "Call My Name" diversas outras vezes. A principal foi no "THE VOICE UK" (que, além de ter sido a primeira apresentação ao vivo da música, ganhou perfomance eletrizante). Mas também a música entrou no "T4 SPECIAL" de promoção do álbum. 


# CRAZIEST THINGS (FEAT. WILL.I.AM)
A terceira música é "Craziest Things". Com a participação do mentor de Cheryl, will.i.am, a música foi escrita por ele, Cheryl, S. Khan e A. Martin, tendo produção liderada apenas por will. Regada no auto-tune/sintetizador (principalmente pelo o lado de will, que a certo tempo vem usando o instrumento o tempo todo declarando que é uma forma de aperfeiçoar a sua voz, uma vez que ele não se acha um bom cantor ou que tenha uma boa voz), a música repete um refrão curto que diz "Nós dizemos as coisas mais loucas" e claramente se vê que é o tipo de músicas que o mentor de Cheryl produziria. 

# GIRL IN THE MIRROR
Para aqueles que acompanham o trabalho de Cheryl e a seguem no Twitter, sabem que a algum tempo atrás ela tuitou uma frase que viria a ser um pedaço de letra dessa música (na época, ninguém desconfiava). "Girl in the Mirror" conta a história de uma garota que está o tempo todo em batalha consigo mesma durante um processo de crescimento e amadurecimento. Produzida por Pantha e escrita por Aaron Cowan e Jareth Johnson, o refrão diz que Cheryl está "tendo pequenas brigas com a garota no espelho, estressando ela (a garota) para se tornar uma mulher" e responde falando "não precisar disso hoje" e que não sabe o que dizer para a garota no espelho.

# A MILLION LIGHTS
A faixa-título é a nossa primeira balada, descrita como "parece Indie" por Cheryl. Quem ficou por conta da produção e da composição foi principalmente o time de DJ, produtores e compositores Agent X (liderados por Greg Bonnick e Leon Price). A dupla é conhecida por produzir faixas no estilo House, UK Garage, Dubstep, Hip-Hop e R&B. "A Million Lights" (faixa) tem quase 3 minutos e meio e traz uma batidinha mais devagar com um refrão dizendo "Tenho muita coisa na minha cabeça, como saudades por você" e "Um milhão de luzes atrás de você. Eu estava perdida na escuridão até encontrar você".

# SCREW YOU (FEAT. WRETCH 32)
"Screw You", que está disputando contra "Under the Sun" para ser segundo single, se tornou uma das faixas mais esperadas do "A Million Lights". Ainda há semanas do lançamento do álbum, saiu na internet um pedaço da letra que estava composta de chingamentos e versos furiosos para o que parecia ser à Ashley Cole, ex-marido de Cheryl, e, talvez, Simon Cowell. Após a liberação da faixa completa, percebe-se que a música seria apenas "dedicada" à Ashley. A música tem participação do desconhecido rapper Wretch 32 e foi escrita por Megan Nicolle, Kingsley Brown, Daniel Traynor e Jermaine Scott, sendo produzida por HyGrade. A faixa é especialmente utilizada para declarar todas as decepções que Cheryl passou durante seu relacionamento. "Meu coração deve ter sido muito grande pra você. (...) Mas nunca foi o suficiente, eu nunca tive o seu amor". É nela que Cheryl dispara o que vai vir a ser um dos mais famosos quotes do álbum: "Eu te amei demais, mas você nunca deu a mínima. Então, foda-se!".
Cheryl também performou "Screw You" no "T4 SPECIAL". 

# LOVE KILLER
Em "Love Killer" temos Dada Life (duo dos produtores Olle Corneer e Stefan Engblom) e Kasia Livingston na composição e Dada Life na produção. A princípio a música tinha sido liberada pela própria Cheryl em seu perfil no SoundCloud e entrou para o corte final do álbum.  Instrumentalmente, a composição é feita por Dubstep e "mid-tempo", tendo sintetizadores, baixos e as próprias batidas do dubstep. Liricamente, a música fala sobre se apaixonar por uma pessoa que está o tempo todo te decepcionando e te deixando para baixo, um "love killer"

# GHETTO BABY
E é justamente nessa música que temos o encontro de Lana Del Rey e Cheryl Cole. A música foi escrita pela cantora indie e produzida por Emile Haynie, e é impossível não sentir a presença de Lana na sua composição. "Ghetto Baby", que não tem nem 3 minutos de música, também se tornou uma das faixas mais esperadas devido a união das duas cantoras. E em R&B, "Ghetto" simplesmente não decepciona a quem a ouve.

# SEXY DEN A MUTHA
É Jim Beanz (que já trabalhou para Shakira, Nelly Furtado, Jamie Foxx, Fergie, Gwen Stefani, Timbaland, Britney Spears, Keri Hilson, Rihanna, Chris Brown e Demi Lovato) quem escreve e produz. É descrita como um hit sobre as influências dances e com uma batida e letras obrigatoriamente feitas para dancefloor, "Sexy Den A Mutha" tem 3m40 sendo a ante-penúltima faixa.

# MECHANICS OF THE HEART
"Mechanics of the Heart" é a segunda balada do novo álbum. Escrita e produzida por Taio Cruz e Mathias Wollo, a música de pouco mais de 3 minutos troca os papéis e fala sobre um cara que teve seu coração partido por uma garota. "O que foi deixado no chão foi esmagado em pedaços. Primeiro ela machucou, depois ela deserdou. Mas eu estou tentando salvar isso.". "Mechanics" metafora com uma operação, dizendo que vai "remendar" o coração e aprender as "partes mecânicas" dele.

# ALL IS FAIR
Com um início instrumental ao som de uma hélice de helicóptero, a última faixa do álbum é dedica aos Soldiers (seus fãs). Mais uma vez, Jim Beanz volta para a produção e composição, que tem a ajuda da compositora Candice Nelson. Na música, Cheryl fala que "estamos em batalha e que eles não se importam com nós" e que temos que parar de jogar pelas as regras e que não há nada para se perder. Pedindo que seus soldados mostrem de que são feitos, Cole canta a faixa em uma espécie de extrema calmaria. Como se tivesse sentado na varanda de sua casa, em um deserto, olhando no horizonte e vendo as "tropas inimigas" chegarem e se aproximarem enquanto toda sua legião de fãs está atrás dela esperando pacientemente o inimigo chegar para batalharem "na guerra". Tudo em diversas cenas de câmeras lentas.

E assim chegamos ao fim do "Wut I Have 2 Say" sobre o "A Million Lights" (pelo menos sobre a versão normal), provando que o comeback de Cheryl Cole, Cheryl ou Chezza (fique a vontade para chama-la como preferir) está a uma altura esperada por ela, pelos fãs e pela crítica. Agora basta a nós adquirirmos o álbum de algum jeito legal, mostrando suporte a ela e ao seu trabalho. Se você possui conta no iTunes UK ou no iTunes Ireland pode adquirir o álbum por aqui: AML (UK e Ireland) e AML-DE (UK e Ireland).

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Wut I Have 2 Say: Hello - Karmin (2012)

terça-feira, 8 de maio de 2012
Quando o duo Karmin (uma junção das palavras "carmen", latim para "música", e "Karma") começou a ganhar espaço dentro do YouTube com os seus covers, muita gente esperava que algo de bom fosse acontecer aos dois. Depois de algum tempo trabalhando e se empenhando, foi exatamente o que aconteceu.
Formado por Amy Heidemann e Nick Noonan (que fazem aniversário com dois dias de diferença. Ele no dia 27 de abril, ela no dia 29), unidos pelo sagrado matrimônio a alguns meses atrás, Karmin já foi assunto para um Especial do blog, quando os dois ainda nem tinham terminado de gravar o álbum. Mas antes que pudessem pensar em gravar algo e mostrar para os Karminites (nome dado pela dupla ao seus fãs), Amy e Nick tiveram uma dura decisão para tomar: quem eles escolheriam para assinar contrato? O duo chamou a atenção de muita gente. Entre eles temos os gigantes da indústria da música Timbaland, Darkchild, Jermaine Dupri, RedOne, Beyoncé e até mesmo Kanye West! No final de tudo, eles acabaram fechando contrato com a Sony Music e a Epic Records, gravadora do L.A. Reid (que ajudou a multi-platinar artistas como Rihanna, P!nk, Justin Bieber, Kanye West, Usher e Mariah Carey).
"Hello" é o nome do debut album e teve o seu preparo inicial começado em Junho do ano passado, sendo lançamento em formato de download digital e físico hoje, dia 8 de maio. Basicamente, o álbum, que tem apenas sete faixas e 24 minutos, é composto por Pop, Pop Rock e Hip-Hop, tendo a produção por conta de nomes como Claude Kelly (que já produziu músicas para artistas como Britney Spears, Christina Aguilera, Whitney Houston, Kelly Clarkson e Jessie J) e Tricky Stewart (dono de hits como "Single Ladies (Put Your Ring On It)" da Beyoncé, "Me Against the Music" da Britney Spears, "Umbrella" da Rihanna, "Touch my Body" e "Obsessed" ambas da Mariah Carey).
Mesmo que o nome do álbum tenha um sentido meio óbvio apra todos, Amy fez questão de explicar porque o escolheram:
Nós achamos que seria um título perfeito, porque é o nosso álbum de introdução. Quando você ouve as músicas em uma sequência, você irá ouvir a nossa história.
Para ajudar a promover o álbum, o daring-est duo liberou cada faixa do álbum para serem ouvidas online. A cada meia hora do dia 1° de Maio, um site diferente anunciava ter uma faixa do álbum. Até o blogueiro Perez Hilton e a MTV entraram na brincadeira, revelando "Walking On the Moon" e "Hello" & "I'm Just Sayin'" respectivamente.


# WALKING ON THE MOON
A faixa que abre o álbum possui um arranjo calmo e veroz ao mesmo tempo. Os primeiros segundos fazem a gente lembrar "Mas Que Nada", aquela musiquinha que toca no início do programa "Estrelas" da Rede Globo, que logo são trocados pela batida mais forte apresentando uma strong hip-hop song. Em parceria com Claude, a música foi escrita por eles dois e tem uma refrão bem simples fazendo a gente lembrar o que sentimos quando estamos apaixonado "perdendo o controle como se estivéssemos andando na lua". "Walking On the Moon" foi uma excelente escolha para abrir o álbum, uma vez que já mostra de cara o talento de Amy.

# BROKENHEARTED
O primeiro single oficial do álbum. "Brokenhearted" é justamente o tipo de música que você ouve e se apaixona de primeira! Produzida pelo famoso Dr. Luke (que trabalha direto produzindo hits para artistas como Britney Spears e Katy Perry) e escrita principalmente pela dupla e Kelly, era de se esperar que a faixa se tornasse um hit para o Karmin. Para aqueles que não sabem, "Brokenhearted" teve seu maior pico no #32 da Billboard Hot 100, #15 na Billboard Pop Songs e #4 na Billboard Hot Dance Club Songs. Toda animadinha e pra cima, é um verdadeiro hit para o duo (se tornou Gold!) e uma delícia de amor para a gente.

# I TOLD YOU SO
Assim como é "E.T" para Katy Perry no "Teenage Dream", "I Told You So" é para Karmin no "Hello". Não entendeu? A faixa, escrita também pela dupla e produzida por Jon Jon Traxx (que já trabalhou com Beyoncé), tem uma batida e um instrumental de "outro mundo" devido aos detalhes sonoros, que trazem rock, electronica e ska. Dito como uma homenagem para "Look At Me Now", música do Chris Brown que deu o prestígio à eles (pelo o cover), "I Told You So" é a música mais curta do "Hello" e está sobre influências do hip-hop que compõem uma letra onde os dois se vangloriam pelo o que conseguiram deixando para trás todos aqueles que não acreditaram neles. "Eu te disse. Não quero me gabar, mas você já sabe". Além de tudo isso, a faixa marca a maior repada de Amy no álbum, dom que todos os fãs estavam esperando e pedindo que eles trabalhassem bastante no álbum.
P.S.: Antes que a faixa fosse lançada para ouvir online ou até mesmo no álbum, o duo fez a premiere dela em seu debut na TV americana quando eles foram a atração musical do Saturday Night Live no dia 13 de fevereiro, com Zooey Deschanel no host.

# TOO MANY FISH
Em "Too Many Fish", quem assina a produção é o Tricky e o The Exclusives (que tem no currículo o trabalho com o rapper Lloyd), enquanto na composição temos (mais uma vez) a Amy e o Nick e mais uma vez o Exclusives. Sem sombras de dúvidas, esta é a faixa engraçadinha do álbum. Comparando homens a peixes, relacionamentos a pescaria e todo o conjunto ao mar, Amy canta que "tem muitos peixes no mar e sinto a falta de um", mas "se você já pegou um, você pode pegar outro"! Pelo menos é o conselho que a mãe de Amy dá a ela quando mais nova.

# I'M JUST SAYIN'
"I'm Just Sayin'" traz Karmin, além de composição, na produção ao lado de Jon Jon. A música se assemelha um pouco à "I Told You So" por ser algo mais maduro e trabalhado. Os vocais de Amy estão mais trabalhados e levados mais a frente, nos dando uma outra música com pitadas generosas de rap. "Aquilo o que eu quero, eu vou conseguir" é o que afirmam os dois na letra, que confiança de que eles podem fazer aquilo que eles quiserem.

# COMING UP STRONG
Finalmente! Está é uma das faixas mais esperadas por todos os Karminites. Aqui, é a vez de Amy ficar nos backing vocals enquanto Nick vinga. "Coming Up Strong" marca o primeiro solo dele, que por sua vez traz um vocal leve e gostoso. A única balada do álbum "Hello" e a grande carta nas mangas mostra a todos que desconfiavam que assim como sua esposa, Nick pode sim cantar (embora não saiba repar). Produzida e escrita unicamente pelos os dois, a letra é bastante simples e pessoal, cantada de uma forma sincera. "É o seu jeito com as palavras que me fazem queimar. O que você falou, é verdade? Quando eu grito, você pode ver? Quando tudo é demais, olhe o que nós já fizemos".

# HELLO
O adeus é um "Olá". Amy e Nick escolheram a faixa-título (que tem a maior duração) para fechar o seu debut album, que traz na letra, ironicamente, um adeus para as pessoas que disseram que "o fim estava próximo" aos dois e que apenas na morte eles vão parar de fazer aquilo que eles tem "a lot to give". Com os dois e Claude na composição, quem produz a música é Stargate (que deu hits #1 à Beyoncé, Ne-Yo, Rihanna e Chris Brown). "Hello" é a música mais dançante e animada de todo o álbum, trazendo a influência electronica em maior destaque. "I'mma do it, do it, like I wanna do it (...) I'mma a bring it, bring it, I'mma give it, give it".

Depois de saber da composição do "Hello", ouvir faixa-a-faixa pelos Lyrics Videos liberados e se divertir e deliciar ouvindo, você pode dar suporte ao duo comprando o álbum fisicamente ou baixando legalmente ele pela iTunes Store. Depois de baixar, você vem com a gente, pega um pedaço de bolo de aniversário e se junta na nossa guerrinha enquanto ouve ao álbum mais uma vez, agora sem pausas!

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